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Livros

Stephen King
Love Lisey Landon compartilhava uma intimidade profunda e às vezes assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e bem-sucedido - um homem cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte de sua imaginação, um lugar com a capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Em \"Love\", dois anos depois de ficar viúva, Lisey precisa desvendar os papéis deixados pelo marido no escritório da casa isolada onde os dois moravam. Ela terá que enfrentar os demônios de Scott, embarcando em um perigoso mergulho na escuridão que ele habitava. Assim, adentra o fantástico mundo paralelo de Boo\'ya Moon, refúgio dele durante a infância marcada por abusos e ao mesmo tempo, fonte de sua criatividade. Lançando mão da linguagem particular do casal - termos bobos, letras de música, trocadilhos e apelidos que a viúva guarda como resquícios da intimidade conjugal -, Scott deixou para a esposa uma espécie de quebra-cabeça, para que ela possa finalmente entendê-lo. Nesse caminho aterrorizante, Stephen King revela a singular estranheza da viuvez, quando alguém com quem se compartilhou uma longa vida não está mais presente.
Celeste Albaret
Senhor Proust \"Querida Celeste\" era assim que carinhosamente Marcel Proust tratava aquela que viveu ao seu lado durante os oito anos fundamentais de sua vida. Céleste era governanta e confidente de Proust. Ela sabia todos os detalhes de sua vida. Conhecia seu passado, suas amizades e seus amores. Sabia até o que ele pensava. Passava noites inteiras ao lado de Proust, ouvindo-o ler, em voz alta, os capítulos de seus livros. Após a morte de Marcel Proust, em 1922, Céleste Albaret foi uma das pessoas mais assediadas para contar as lembranças e as histórias vividas ao lado de um dos maiores nomes da literatura mundial. Durante 50 anos ela se recusou a falar sobre Proust. Para ela seria uma traição. Mas aos 82 anos, Céleste mudou de idéia. Julgou que muitos escritores, mesmo não sabendo a verdade, estavam traindo Proust ao escreverem sobre sua vida. Nasceu assim a obra Senhor Proust, considerada em matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, em 2005, assinada pelo jornalista Alcino Leite Neto \"o mais célebre livro escrito por um empregado.\" George Belmont ouviu a história de Céleste e a organizou em temas e capítulos. Senhor Proust ganhou uma adaptação para cinema, o filme Celeste, que foi dirigido pelo alemão Percy Adlon, e que tinha Eva Mattes no papel principal. Marcel Proust é cultuado e reconhecido como um dos grandes reinventores do romance moderno. Nascido em Anteuil, perto de Paris, em 1871, com diversos problemas de saúde. Proust tornou-se autor de clássicos da literatura como: Sodoma e Gomorra, Em Busca do Tempo Perdido, Os Prazeres e os Dias, Um Amor de Swann, entre outros. Morreu em 18 de novembro de 1922, em decorrência de complicações pulmonares.
Ben Mezrich
Quebrando a banca \"Quebrando a Banca\" conta a história real de um pacato estudante do mit que, com outros cinco gênios da matemática, aplicou um dos maiores golpes da história de Las Vegas. A excêntrica equipe utilizava o cálculo estatístico para faturar milhões de dólares jogando vinte-e-um, através de um método simples de contar cartas: o método alto-baixo desenvolvido por Edward Thorp nos anos 60, que rastreava o número de cartas altas que ainda não tinham saído da caixa de cartear. \"No vinte-e-um, a banca pode ser vencida. Diferentemente de tudo o mais num cassino, esse é um jogo com memória. Tem um passado: as cartas que já saíram; e um futuro: as cartas que virão. E, se você for esperto, pode usar essa memória a seu favor.\" De 1994 a 1998, Kevin Lewis teve um vida dupla: durante a semana, freqüentava as aulas do mit como um estudante qualquer; nos outros dias, trocava de personalidade e faturava alto nas mesas de vinte-e-um. Entre outras aventuras, embebedou-se com modelos da Playboy, foi expulso de um navio-cassino em Louisiana e escapou por pouco de ser jogado numa prisão das Bahamas; foi vasculhado pela Receita e teve sua foto transmitida por fax para todos os cantos do planeta por homens de reputação sinistra e armas no coldre. Entre letreiros de neon e fichas roxas de cassino, Ben Mezrich narra a história de um rentável jogo de cartas que aos poucos foi se transformando num perigoso jogo de azar - um golpe tão bem arquitetado que os donos dos cassinos só descobriram quando este livro ficou pronto.
Åsne Seierstad
Crianças de Grozni Nas primeiras horas de 1994, tropas russas invadiram a Tchetchênia, levando o país a um prolongado e violento conflito. Como correspondente internacional em Moscou naquela época, Åsne Seierstad viajou regularmente à Tchetchênia para fazer reportagens sobre a guerra e descrever os seus efeitos sobre aqueles que tentavam viver normalmente, apesar das circunstâncias desfavoráveis. Na década seguinte, Seierstad tornou-se uma autora internacionalmente conhecida e viajou aos Bálcãs, ao Afeganistão, ao Iraque e a outras regiões devastadas pela guerra, sem jamais perder de vista o conflito que observou de perto no início de carreira. Durante esses anos, ela viu a Rússia suprimir uma rebelião islâmica em duas guerras sangrentas e o mundo se apavorar diante da ameaça de um novo episódio de terrorismo internacional. Em 2006, ela retornou à Tchetchênia e se deparou com uma sociedade ainda embrutecida. Encontrou crianças traumatizadas e percebeu, naquele cenário, a impossibilidade de crescimento sadio para pessoas que só haviam conhecido a guerra e que se acostumaram à violência. Depois de percorrer os vilarejos pobres da Tchetchênia e ouvir as histórias dramáticas de um povo marcado pelo sofrimento causado por guerras e confrontos, Seierstad viajou à capital do país para investigar junto aos poderosos as razões da atual miséria tchetchena e as políticas implementadas pelo governo no sentido de conduzir o país à prosperidade. Em Grozni a autora entrou em contato com universitários, ministros, assessores do governo e empresários, tendo oportunidade de registrar as ambigüidades de uma democracia autoproclamada envolta num véu de censura feroz. Ela visitou ainda instituições oficiais do país e observou o funcionamento de um aparelho burocrático servindo ao único propósito de incensar e promover o presidente da república, Ramzan Kadirov, que em entrevista aqui reproduzida não consegue dissimular os maniqueísmos de uma administração atroz e assassina. Um retrato emocionante, pessoal e preciso da Tchetchênia de hoje, Crianças de Grozni conta a história de uma terra violenta e de sua luta presente pela liberdade