
O começo da manhã desta quinta-feira (04) foi especial para os adolescentes Chaiana H. Da Silva, 13 anos, e Anderson Assunção, 12, estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Badalotti, a maior de Erechim. O dia começou diferente para eles e dezenas de outros colegas, porque puderam presenciar a inauguração do Telecentro de Educação Digital, no Bairro Atlântico.
Sem ter computador em casa, a dupla vê neste investimento, realizado através da parceira da Prefeitura de Erechim e o Governo Federal, a oportunidade de ter acesso ao mundo da informática totalmente gratuito. “Quando tiver trabalho na escola, vai ser bom prá gente vir aqui fazer”, disse Chaiana. Para Anderson, além de ajudar nos estudos, a opção que surge vai ajudar “a conhecer novos amigos”.
Passavam alguns minutos das 8h, quando os dois e dezenas de outros colegas, professores, secretários municipais, lideranças das associações de moradores e comunidade em geral presenciaram a inauguração do telecentro, localizado Rua Wladislau Krepinski, 102, próximo à Unidade Básica da Saúde. “Isso aqui vai servir para toda a comunidade, aproveitem bem”, aconselhou o prefeito Polis.
O secretário municipal de Educação, Anacleto Zanella, lembrou outros investimentos do governo municipal realizados no bairro e disse que o próximo desafio será tornar realidade o programa “um computador por aluno na rede municipal de ensino”. Representando a Câmara Municipal de Vereadores, Jaime Basso ressaltou que o Poder Público está cumprindo com o seu papel, ao colocar às pessoas espaço para que possam se preparar para a disputa do dia-a-dia na sociedade.
Antes do rompimento da fita inaugurativa pelas autoridades presentes, Padre Moacir abençoou as instalações, quando afirmou que os meios colocados à disposição “são ótimos, mas é preciso saber utilizá-los, tomar as decisões acertadas na vida”.
O que é o telecentro
O Centro de Inclusão Digital é uma parceria entre o Governo Federal, através do Ministério das Comunicações e a Prefeitura Municipal de Erechim, firmado em 2008. Na gestão Polis e Ana foi dada prioridade a este projeto, através da Secretaria Municipal de Administração, tendo à frente o secretário municipal Gerson Berti. “Demos a este investimento a importância que ele tem, porque o objetivo principal é promover o desenvolvimento social e econômico dos moradores do Atlântico tanto quanto as comunidades arredores atendidas. Com isso, estaremos contribuindo para reduzir a exclusão social, criando oportunidades aos cidadãos”, afirmou.
A iniciativa é um espaço público provido de computadores conectados à Internet em banda larga, onde são realizadas atividades, por meio do uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). “É a inserção do cidadão na sociedade da informação por meio da utilização de ferramentas de TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação, visando a redução da exclusão digital e social”, completou Marister Giovani, responsável pela área de Tecnologia e Informação da Prefeitura.
Como vai funcionar
A sala é disponibilizada com 10 computadores e uma impressora, com acesso livre aos moradores do Atlântico e bairros arredores (Maria Clara, Redenção, Alvorada), beneficiando 5 mil pessoas, segundo último censo do IBGE (2007). Após o cadastro, os usuários receberão uma senha para o acesso, sempre sob a orientação do responsável técnico Ricardo Fantinelli.
No local, além do acesso à internet, cursos de informática básica, de navegação na Internet, uso preferencial de softwares de plataforma aberta e não proprietária, será possível a participação em oficinas de capacitação e alfabetização digital, produção e compartilhamento de conhecimento coletivo, além da realização de atividades sócio-culturais para mobilização social e/ou divulgação do conhecimento.
A comunidade agradece
A comunidade escolar e representantes das associações de moradores não escondiam a satisfação
com o investimento.O presidente da Associação de Moradores do Bairro Altlântico, Leandro
Basso, lembrou outras obras já realizadas ou em andamento no bairro (melhoria do trânsito em frente à escola, feira aos sábados, ampliação da Luiz Badalotti) e deu um conselho aos estudantes: “O dinheiro público investido aqui de nada adiantará se não vocês não souberem aproveitar. Agora com a UFFS (Universidade Federal Fronteira Sul), as possibilidades estão mais próximas do que muitos de nossos pais não tiveram”.
Cátia Regina Scariot, diretora da escola Luiz Badalotti (a maior do município com mais de mil alunos, localizada no Atlântico), disse que o telecentro é bem-vindo como um canal a mais que o educandário poderá utilizar, visto que já possui laboratório de informática para uso dos estudantes até a 8ª série. “O telecentro vai complementar o trabalho dos professores em turno inverso ao da aula. Também é importante para muitos alunos que não tem acesso ao computador em casa, agora possuem esta oportunidade”, comemorou..